Depois de visitar um backjump próximo ao Jockey Club do Rio de Janeiro, e examinar diversos spots, Lambuja chegou a conclusão, de que a arte dos kingswriters, evitando o fill-in, está pautada no contraestilo do autline, explorando o degradé, como iluminação em relação ao higline. Assim não nos agrada os characters e por isso nos colocamos contra os asdolfinho, por ser estilo e ainda mais americano, muito toy. Na verdade estamos mais ligados aos writers, que evitam bite e até mesmo com os cross e os crew. O importante para o Lambuja são os writers que tornam os characters ilegíveis pela velocidade no uso de sua ferramenta que obedece pela pressão empregada à força do jato de sua visualização. A fluidez de seu material colorido ressalta a porosidade das paredes tidas como suportes e essa inscrição (e não escritura), é carregada de uma verticalidade, que é dinamizada pelos volteios dos contornos. É justamente essa peculiaridade de conceituação que o diferencia dos toy. O writer competente, recusa o estilo, ao trabalhar com a ilegibilidade. Como arte pública, o grafite vem atender a uma satisfação social dos jovens, ao cicatrizar os muros de propriedade privada, como uma forma de contestação visualizada, ao ponto de não precisar do alfabeto. É protesto, sem palavras, tratado como um poema. Todo esse colorido para tornar bem visível a marca limite da propriedade. Assim é uma pintura estanque, produzida por uma ferramenta rápida: o spray no lugar do pincel.












